O Museu da Indústria Baleeira, instalado na antiga Fábrica da Baleia das Armações Baleeiras Reunidas, Lda., em São Roque do Pico, é o primeiro museu industrial público dos Açores. A Sociedade das Armações Baleeiras Reunidas, Lda., constituída em 1942, articulava dois sistemas de produção: a caça à baleia (cachalote) e a produção e comercialização dos seus derivados. Esta unidade fabril, o maior e mais importante complexo de processamento de cachalotes dos Açores, operou entre 1946 e 1984, ocupando um edifício industrial com uma área total de cerca de 1.200 m².

O Museu da Indústria Baleeira é composto pelo seguinte complexo edificado:
-
Fábrica da Baleia;
-
Edifício da ferraria-fundição e serralharia-torno;
-
Antigo edifício da Carpintaria, reconvertido em Galeria de Exposições Temporárias;
-
Edifício da garagem dos autocarros, adaptado para reservas e oficina;
-
Instalações sanitárias;
-
Praça interior e memorial público;
-
Chaminé;
-
Guinchos e moinho de carne (localizados no exterior);
-
Pátio de corte e rampa de varagem de cachalotes;
-
Tanques de óleo de baleia.

O edifício principal — a Fábrica — onde outrora decorria o processo técnico de produção de óleos, farinhas, adubos e vitaminas a partir do processamento do toucinho, carne, ossos e fígados de cachalote, é composto pelo seguinte equipamento:
-
Duas caldeiras;
-
Quatro autoclaves de toucinho;
-
Duas autoclaves de carne e osso;
-
Guinchos de arrasto de toucinho;
-
Dois depósitos de combustível;
-
Dois secadores de carne e osso;
-
Uma prensa;
-
Um moinho de fígado;
-
Três autoclaves de fígado;
-
Uma centrifugadora de óleo;
-
Central elétrica com dois geradores;
-
Frigorífico e camião de apoio;
-
Moinho de farinha;
-
Equipamento de crivagem, pesagem e ensacamento de farinha;
-
Tanques subterrâneos de óleo de baleia;
-
Bombas de transferência de óleo e respetivas tubagens.

O Museu da Indústria Baleeira assume-se, por isso, como um museu de arqueologia industrial. De cariz etnográfico são os objetos de corte e desmanche de cachalotes, a documentação sobre a atividade da Fábrica, fotografias relacionadas com a baleação e com o Porto de São Roque do Pico, bem como miniaturas de cachalotes e de embarcações baleeiras.
Esta musealização industrial — “in situ” — potenciada por obras de requalificação urbana e paisagística, afirma-se como um instrumento estratégico para o desenvolvimento integrado do Concelho, capaz de contribuir decisivamente para a sua promoção cultural e identitária, a nível local, regional e nacional.
Info e fotos: Link



